Publicado por: rodrigobmpoa | 25 25UTC janeiro 25UTC 2010

Ausência II

É pessoal;

Tive férias onde nem pareceram férias, tanta coisa a fazer. Mas esse não é o problema. O problema é a carga de serviço, pois desde novembro estou cheio de coisas pra fazer. Essa semana acumulei o serviço de um colega que saiu de férias, e de 1 a 12 de fevereiro, além de acumular o serviço deste colega, vou acumular o de mais dois, e vou passar em SP. De novembro para cá comprei uns 7 kits, um monte de tintas e acessórios, incluindo os suportes rotativos da Tamiya para pintura. Mas não pude tirar da caixa. Comprei TODOS os pigmentos de efeito da Easy Colors, tenho diluente, vernizes, tintas que não faltam mais, acho que nunca tive tanta ferramenta e condições para fazer bons trabalhos. E quando isso deveria ser motivo de alegria, é de tristeza. Não consigo tocar nos meus kits, é como se eu vivesse para todos que estão a minha volta, menos para mim mesmo. É como ser escravo de compromissos que eu nunca queria ter. Me sinto algemado às minhas responsabilidades de uma maneira dolorida.

Mas eu volto. Mais uns dias e eu volto. Antes de encerrar a primeira quinzena de fevereiro eu volto, acho que não passa disso.

Vou aproveitar a estada em SP e comprar alguma coisa, assim não pago os 10, 15, 20 reais de frete que já estou habituado.

Abraço!

Publicado por: rodrigobmpoa | 12 12UTC novembro 12UTC 2009

Ausência

Olá leitores;

Hoje é dia de dar explicações aqui antes que alguém ache que o blog morreu. Não, o blog NÃO morreu. Inclusive do último post para cá, comprei de uma tacada só, na minha última passada por São Paulo, cinco kits, sendo quatro deles de uma coleção particular e cuja qualidade é impressionante.

Ainda tenho mais duas viagens a São Paulo esse mês, cada uma de quatro dias, e mais um treinamento em Porto Alegre. A coisa não anda fácil.

Então peço a paciência de vocês comigo e informo que a previsão para novas matérias/posts é final de novembro/início de dezembro (mais certo perto do dia quatro de dezembro).

Abração!

Publicado por: rodrigobmpoa | 3 03UTC novembro 03UTC 2009

P-47 D Thunderbolt – HTC/Academy 1:72

Olá pessoal;

Muito se fala nesse até certo ponto “arroz-de-festa” de coleções de plastimodelistas. Quando eu digo “arroz-de-festa” me refiro no bom sentido, ou seja, ele está presente em muitas coleções, mas por suas muitas qualidades em serviço. Acho que também todos que vem aqui ou quase todos, conhecem a história desse avião Americano, que inicialmente era usado como escolta de bombardeiros, mas que em função de sua autonomia não tão boa (foi substituído pelo Mustang que podia fazer a escolta de ida e volta em missões), acabou mudando de função e passou a ser caça de ataque ao solo. Vou me privar então de maiores detalhes, pois existem às centenas na internet sem exigir muito esforço na pesquisa.

O kit que ganhei, ou melhor, troquei com o meu primo é de um P-47D, na escala 1:72. Mas o barato dele é que é uma montagem da HTC Modelismo, loja nacional, que pegou um kit da Academy e juntou com decais da FCM, e recriou 4 versões de caças brasileiros.

Eu vi nesse link um trabalho excelente feito em um P-47D 1:48 da Tamiya pelo Sydnei O. Pagotto Jr. Vou certamente colher informações tanto visuais quanto dicas desse ótimo trabalho feito por ele.

Indo ao kit, ele é bem antigo, está com a caixa e os decais amarelados já, o que dá uma responsabilidade muito grande de efetuar um trabalho decente, pois o bichinho esperou muito e preciso justificar a ele e ao meu primo essa espera.

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Vejam que legal tem ainda o preço dele na caixa, módicos R$ 15,00.  “Do tempo” dos R$ 15,00. Hoje não se compra em Porto Alegre por menos de 43,00 um kit desses, aliás, esse não tem mais aqui. Em SP tem, certamente. Mas é aquela coisa, em geral, compra-se um kit e encomenda-se os decais, não tem muito mistério não.

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Me chama a atenção sempre a boa injeção da Academy, eles não fazem os kits mais detalhados do mundo, mas o capricho nas fôrmas, principalmente as de 1993 e 1998 (essa é de 1998) nos dá a certeza de poder fazer um bom trabalho final. O único porém que eu achei desse kit foi o desenho dos porões dos trens de pouso, um bocado diferentes dos reais, mas ainda penso em como mexer nisso (comprei uma micro retífica e acho que ela vai ser inaugurada hehe)

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No mais um manual em português com bons detalhes e bônus para a tabela de cores com as equivalências F.S (Federal Standart, padrão Norte-Americano), Humbrol e Gunze. Um luxo, como diriam os mais velhos.

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Os decais revelam que o kit esperou pacientemente a sua vez. Vou retribuir a gentileza e esse passa a ser o próximo da fila (os mais novos tem que dar o lugar, olha a educação pessoal).

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E por fim, um ótimo esquema de pintura e decais, replicando 4 aparelhos da Força Aérea Brasileira que foram para o pau na famigerada WW2, agregados o 350th Fighter Group Wng – 12th Air Force da USAAF. O Grupo de caça brasileiro que juntou-se à USAAF foi batizado de 4º esquadrão do grupo americano.

Os aparelhos possíveis de se recriar são:

P-47D-25RE – 4226762, do capitão Fortunato

P-47D-28RA – 4228986, do 2º Tenente Aviador Leon Roussoliers Lara de Araújo

P-47D-30RE – 4420854, do Asprirante Diomar Menezes

P-47D-28RA – 4229265, não há informação de piloto, mas informa ser de um lote de reposição, ainda com insígnias americanas, mas com as brasileiras pintadas por cima (assim como no aparelho do Diomar).

Enquanto termino meu Mustang Mk. III, vou refletindo sobre a versão a recriar, mas com uma tendência a fazer a versão do Aspirante Diomar Menezes, uma vez que as versões predominantes em verde oliva (as duas primeiras) vou fazer a princípio, em uma escala maior (1:48).

Era isso por hora, um grande abraço.

Grato;

RodrigoBM

 

 

 

 

Publicado por: rodrigobmpoa | 28 28UTC outubro 28UTC 2009

Mustang Mk III – ICM 1:48 (parte 4)

Olá leitores;

Não ando atualizando diariamente o blog, pois a demanda no serviço aumentou, e em casa também (a filharada quer mais atenção) e não tenho como deixar essas coisas de lado.

Então o jeito é ir juntando pequenas etapas em um post, ou seja, diminuí o ritmo dos trabalhos e não faz sentido um post para cada pequena evolução diária.

Indo ao projeto, chegou a hora da “lixa”. Lixa é um saco, um tormento, um pesadelo. Mas até hoje ainda não criaram um avião (carro,barco,blindado) que não precise de correções com massa. É do modelista fazer uso ou não da massa, mas comumente é utilizada, pois em geral ele tem paciência para isso. Mas não quer dizer que ele goste, eu detesto, mas é necessário.

A lixa sempre acaba retirando detalhes das áreas próximas às que colocamos massa, pois é impossível imprimir o movimento apenas na área onde é necessário. Então tentamos minimizar ao máximo e há duas maneiras do resiltado não ser tão catastrófico:

1) Proteger as áreas adjacentes. Nas fotos abaixo eu usei fita crepe (essa técnica é uma boa sugestão do camarada Fernando do Blog Campo de Batalha (ali no meu blogroll). Dessa maneira a lixa acaba raspando a fita e não o plástico. Porém como a fita tem uma certa espessura, na lixagem acabamos emparelhando a massa com a lixa. Então ainda é necessário remover a fita e dar mais uma passada com a lixa, porém bem menos do que se fizéssemos direto. Então seguem foto do início do processo:

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Dica: lixei sem o canopy e os profundores, pois no manuseio poderiam cair, então deixo pra colar essas peças depois.

Bom, já comentei aqui, mas sempre dou uma “aparada” na massa com um estilete bem afiado, eliminando o excesso de massa ao máximo possível, e reduzindo a necessidade da lixa. Dessa maneira também protejo os detalhes das linhas de baixo relevo, rebites e afins.

2) A segunda técnica é reconstruir os detalhes que a lixa tirou. Para isso eu uso um alfinete ou broca bem fina de aço rápido 08 mm ou 09 mm para refazer isso. E um estilete para traçar de novo as linhas de baixo relevo. Existe uma ferramenta muito melhor que o estilete que se chama scribber e a Tamiya fabrica, mas tem outras marcas também, ao gosto e bolso de quem quer ter. Eu vou comprar um scribber Tamiya, mas está difícil no Brasil e trazer de fora é frustrante (demora, imposto), então esse projeto de compra fica para uma hora em que eu viajar pra fora ou que aparecer em uma loja aqui.

Bem, falamos de lixa, mas afinal, que lixa é essa? Eu uso lixa d’agua, nas gramaturas 1200 (mais àspera) até 2000 (mais fina). começo com a mais áspera e termino na mais fina, para arrematar o serviço. Basicamente são usadas as 1200, 1500 e 2000. Na foto abaixo eu mostro elas. Recorto as folhas em pequenos retângulos de aproximadamente 2 cm x 3 cm, ou 3 cm x 3 cm, mas tanto faz, fica ao gosto do modelista.

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E depois é mão na massa, ou melhor, na lixa heheh. Até eliminar as imperfeições, emparelhar as junções de peças e dar um aspecto de mais realismo. Muitos modelistas após a lixa aplicam primer no modelo, pois ele mostra se ficaram imperfeições (além de preparar a superfície plástica para receber tinta e dar mais uma emparelhada). Eu nunca usei primer, (mas usarei nas próximas empreitadas um da Easy Colors, monocomponente) então vai no olho mesmo.

Fotos do processo:

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Depois de lixado até onde eu achei que precisava, e aplicado mais massa e lixado, me lembrei que haviam furos a fazer.

Peguei então uma broca de 1,00 mm (aço rápido) e fui à luta. As vezes uso micro retífica, mas nem sempre. Como o plástico da ICM é muito fino, girei a boca suavemente com os dedos e deixei o fio dela fazer o serviço. 10 segundos foram suficientes de trabalho para cada furinho:

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Depois disso, mais uma lixa 2000 (rapidamente) nas áreas dos furos para tirar rebarbas e pronto. Passei um lenço de papel levemente umedecido no avião para remover o pó da massa e do plástico e fui colar os canopys:

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Para colar os canopys tem várias colas possíveis. Desde a cola branca escolar até a cola de plastimodelismo mesmo, mas cuidado pois se mal aplicada ela agride o plástico e fica aquela mancha horrorosa na transparência. Existem colas próprias para transparências também (êta hobbyzinho caro, tem produto dedicado pra cada coisa). Eu uso uma da Testors, que inclusive é indicada para uso geral da criançada que está começando, pois é atóxica. Faço o seguinte: Começo com a cola branca, se está muito ruim e precisa de cola mais forte passo para a Testors e se ainda assim fica fraco, com muito cuidado aplico a cola mais forte. Nos famosos vãos que ficam na junção das partes dos canopys, aplico cola branca com o dedo, para vedar, senão vai entrar tinta com o aerógrafo…. aí fica uma caca. Se for pintar com pincel acho que não precisa vedar, a não ser que o vão seja muito grande.

Ficou assim:

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Agora é passar para a pintura!

Até a próxima e obrigado pelas visitas.

Publicado por: rodrigobmpoa | 23 23UTC outubro 23UTC 2009

Mustang Mk III – ICM 1:48 (parte 3)

Olá pessoal,

Voltamos ao basquete, ou melhor, ao avião. Confesso a todos que ele se transformou de uma hora para outra em uma surpresa. Apesar dos pequenos probleminhas que já mencionei, o encaixe de fuselagem e asas foi bom, e com a ajuda do JET pude fazer um bom trabalho, para os meus padrões, nesses setores. Ficou tudo muito bem alinhado e reconheço que alinhamento nem sempre fica bom, mas esse ficou naturalmente bom.

Ontem dei uma boa colada nas asas e ja junção delas com a fuselagem, com o uso do JET. Ele permitiu um “semi-acabamento” como eu ainda não havia experimentado.

Bom, seguem as fotos antes do início da etapa:

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Olhem o JET aí pessoal,pena que fede para caramba,senão seria perfeito

Olhem o JET aí pessoal,pena que fede para caramba,senão seria perfeito

Fiz a máscara nos canopys, mas ainda não colei, pois como ainda vou manusear o avião muito para lixar, algum movimento pode soltar ou danificar, então só vou colar durante a preparação para a pintura.

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Após mascarar o canopy e terminar de colar asas/fuselagem com o JET, fui experimentar uma dica que aprendi no Blog do Fernando, que faz aviões muito bons (por sinal, melhores que os meus).  Essa dica consiste em proteger com fita crepe, ou outra fita, as áreas próximas onde irá putty (massa de correção). Isso, além de proteger a área da lixa, ainda evita que caia massa nessa área, economizando o tempo de remoção e aumentando as chances de manter os vincos e saliências originais.

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Depois de toda a preparação, chega o momento de colocar o putty. Aqui no blog já mostrei o uso do putty da marca Humbrol, ele é muito bom, mas dessa vez eu usei um Testors, que eu também já tive, e que tem a facilidade de ter um bico para aplicação, coisa que muito me agrada. Ele é bem mais barato (custou R$ 10,00) que o da Humbrol (R$ 25,00) e eu pessoalmente acho mais fácil de lixar. Então é aplicar e esperar para lixar. Eu geralmente deixo de um dia para o outro, apliquei ele ontem por volta de 23:00 horas e hoje às 06:00 quando eu acordei (e a primeira coisa que eu fiz foi ir lá olhar o resultado) já estava pronto. Só não lixei nada em função do pequeno detalhe de ter que ir trabalhar, :D (acho que algum chefe pode ler isso, ei chefes queridos eu adoro ir trabalhar , ok?)

Ficou assim:

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E então hoje à noite teremos a pior parte e pesadelo masoquista do modelista, que é gastar os dedos com as lixas.

Novidades mais adiante!

RodrigoBM

Publicado por: rodrigobmpoa | 21 21UTC outubro 21UTC 2009

Mustang Mk III – ICM 1:48 (parte 2)

Olá pessoal;

Voltamos ao kit, trabalhei nele alguma horas ontem.

O objetivo era encerrar o cockpit, fechar a fuselagem e as asas com o uso do JET para ver o quanto ele poderia ajudar, pois as peças da ICM estavam um pouco tortas e com a cola habitual seria mais difícil controlar os encaixes. Então eis as peças:

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Comecei encerrando o cockpit. Mas aí tive um problema, o manual não explicava onde inserir um dos painéis laterais de comando do avião. Me baseei na mesma posição do outro painel lateral, mas cuidando para ter certeza de que ela não atrapalharia o fechamento da fuselagem, ou seja coloquei na posição que deve ser a exata:

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Testando os encaixes da fuselagem:

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As fotos não mostram muito bem, mas o ICM tem um plástico muito fino e frágil e muitas partes tortas, corrigir isso com cola normal é ruim, pois temos que simultameamente controlar o encaixe em toda a extensão da borda de colagem, sem falar que isso acaba sendo ruim também pela secagem muito rápida da cola. Então, como já comentei aqui, havia descoberto pelo site do Juliano o JET, ou mais especificamente, liquido acrílico autopolimerizável, que na realidade é um componente de uso dedicado no campo da ortodontia. Ele na realidade é menos denso que a cola e é aplicado com pincel na junção das partes (sempre sem tinta, antes de pintar ok?) e pelo fato de ser menos denso, ele acaba escorrendo por dentro da fenda da junção, aí é só apertar. O legal é que podemos ir fazendo por partes, e ajustando. Ele tambpem tem uma vantagem, ele evapora relativamente rápido deixando pouco ou nenhum resíduo, e assim economiza tempo com massa e lixa.

Após colar a fuselagem e asas com o JET, eu para garantir coloquei fita crepe pra segurar e dar certeza da fixação correta:

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Fui então preparar as asas e também colar com JET. Olhem que legal nesse kit, vem o porão dos trens de pouso em separado, quase tão bons quanto os de resina!

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Bom coloquei os porões, colei as asas e perndi tudo com fita:

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Hoje pela manhã antes de sair pra trabalhar eu retirei as fitas pra avaliar se o jet prendeu bem e prendeu mesmo!

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No próximo passo, acho que hoje à noite, vou colocar putty, lixar colocar os profundores e preparar a pintura das faixas pretas e brancas.

Por hoje é isso pessoal!

RodrigoBM

Publicado por: rodrigobmpoa | 19 19UTC outubro 19UTC 2009

Mustang Mk III – ICM 1:48 (parte 1)

Olá pessoal;

Vamos então dar início à mais uma tentativa de fazer um kit decente. Desta vez o voluntário foi o meu Mustang Mk. III, kit da até então nunca comprada por mim, ICM.

Fiz uma breve análise do kit em si nesse post.

Dando o pontapé inicial na tarefa, e como comentado no post de análise, ele veio todo sujo de óleo que é utilizado para o plástico injetado descolar da forma. A solução então foi colocar sexta à noite de molho em água com detergente para remover a meleca:

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Ele ficou da noite para o dia de molho, e no sábado pela manhã eu tirei ele, dei mais uma lavada com detergente e esponja e coloquei para secar. Muito cuidado ao colocar para secar, pois há casos onde fica no sol forte e entorta o plástico, é difícil mas pode ocorrer. Deixei 60 minutos secando na área de serviço,(achei perigoso deixar mais tempo, pois o plástico da ICM é MUITO fino, mesmo que o  sol  e a temperatura aqui em Porto Alegre não estivesse alta:

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Enquanto a bagaça secava, fui dar uma olhada nas tintas iniciais para o interior e cockpit. A cor era o zinc chromate. Acho que já falei aqui, mas caso não eu explico: o zinc chromate ou apenas chromate como alguns (inclusive o manual da ICM) falam, é uma espécie de primer anti ferrugem que era aplicado como base na chapa metálica de alguns aviões. Ele tem duas tonalidades básicas, verde ou amarelo, e no meu caso vou usar amarelo. Mas eu não tinha ele em amarelo, somente verde (Model Master interior green), então peguei esse interior green e misturei com um amarelo puro da testors que tinha sobrando, em quantidades tais que acabei obtendo a cor (foi 20% do interior green + 80% de amarelo puro) correta. Aproveitei e fiz quantidade maior para guardar pronta:

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Feita a tinta, recolhi as grades secas e destaquei o que iria pintar, para preparar, o que quer dizer que removi as rebarbas, lixei, testei os encaixes e pintei tudo:

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Depois disso pintei o painel e detalhes a pincel mesmo e comecei a montar o cockpit:

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Fui dar uma olhada onde andava meu ajudante que não aparecia e olhem só:

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Acho que vou descontar do salário dele, o cara dormiu no serviço heheheheh.

Por hoje é só pessoal. Novidades mais adiante, esse kit apesar de ter bons detalhes, me parece usar formas já meio gastas…

RodrigoBM

Publicado por: rodrigobmpoa | 15 15UTC outubro 15UTC 2009

Vought F4U Corsair – Versão 1D (Final)

Olá

Finalizei o modelo 98%. Ficaram três coisas por fazer, que históricamente acumulo para o início do ano, quando estou sozinho em casa. Quando o kit é dado de presente a algum amigo, é também no início do ano que visito ele com uma pequena maleta de reparos, e então finalizo 100%.

Ficou por fazer as marcas dos escapamentos do motor e saídas das metralhadoras, decais da hélice e substituição de dois decais que enrugaram e roda do trem de pouso traseiro que o meu ajudante guardou e não sabe onde. Como o kit vem com duas opções de rodas para o trem traseiro, usei a outra provisoriamente (nem pintei, pois a original está pintada).

A foto dos momentos finais:

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E eis o bicho:

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Esse kit foi muito legal de fazer, pois além da escala ser a que eu considero ideal hoje ( a 1:48 permite boa riqueza de detalhes se comparada com a 1:72 e não ocupa tanto espaço quanto a clássica e estupenda 1:32).

Agora é ir para o próximo desafio, que começa amanhã. Existe uma votação na comunidade de plastimodelismo no Orkut e é o pessoal de lá que vai decidir o que entra na bancada/mesa da cozinha.

Abração!

RodrigoBM

Publicado por: rodrigobmpoa | 14 14UTC outubro 14UTC 2009

Ferrari F2001 – Tamiya 1:20

Olá leitores;

Resolvi colocar um breve review de um dos meus kits que aguarda pacientemente na fila de montagem, com previsão de construção para janeiro/fevereiro 2010.Trata-se de uma Ferrari F2001 produzida pela famosa Tamiya, série Grand Prix Collection, em escala 1:20 (tradicional escala da Tamiya para essa série). É sem dúvida uma escala que permite trabalhar muitos detalhes.

Breve histórico do carro:

A Ferrari F2001 foi o modelo utilizado pela Ferrari na temporada de 2001, vencendo 9 das 17 etapas do calendário, todas com seu piloto número 1, o alemão Michael Schumacher. O outro piloto da equipe na época era o brasileiro Rubens Barrichello. Nesse ano a Ferrari garantiu o título de pilotos (Schumacher) e construtores.

Algumas características do carro:

Category Formula One

Constructor Ferrari

Team/s Ferrari

Designer Rory Byrne

Drivers 1. Michael Schumacher2. Rubens Barrichello

Chassis carbon-fibre and honeycomb composite structure

Suspension (front) independent, pushrod-activated, torsion spring

Suspension (rear) independent, pushrod-activated, torsion spring

Engine rear-mounted Ferrari 050 Normally Aspirated 90-degree V10

Gearbox Ferrari seven-speed longitudinal semi-automatic sequential

Fuel Shell

Tyres Bridgestone

Debut Australian GP 2001

Races competed 20

Constructors’ Championships 2001, 2002*

Drivers’ Championships 2001, 2002*

Race victories 10*

Pole positions 13

* O carro foi utilizado também nas 3 primeiras etapas de 2002, vencendo com Schumacher na abertura (Austrália)

Indo ao kit, a Tamiya na opinião de muitos é um dos melhores senão o melhor kit em plástico (existem também kits de resina bem superiores) para se montar um Fórmula 1. Em plástico e nessa escala (1:20) a Tamiya é muito bem feita, mas é sempre bom lembrar que a Fujimi também fabrica F1 em 1:20 e se não me engano tem a Hasegawa também.

As caixas são tradicionais, de tamanho grande e com informações pertinentes (o licenciamento junto à  Ferrari,por exemplo):

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O kit vem com um manual muito bem detalhado e claro:

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Um manual para decais vem em separado, e decais de ótima qualidade. Apenas fica a costumeira decepção por não ter os decais da Marlboro, e para justificar isso as opções de configuração dos decais remetem aos carros usados por Michael e Rubens  na França , onde a propaganda tabagista é proibida por lei. Mas navegando por aí se acham os decais sem muita dificuldade (empresas chinesas fazem, por exemplo).

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As árvores (sprues) em si são muito bem injetadas, mas mesmo assim possuem pequenas marcas que deverão ser trabalhadas com massa e lixa. Mas quase não possuem rebarbas a eliminar, uma beleza.

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Detalhe do volante, os caras realmente não brincam em serviço:

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E uma coisa muito legal: Nem todos os kits da Tamiya Grand Prix Collection vem com cinto de segurança em peça, muitos vem com o cinto em decal, para aplicar no banco, esse veio em peça:

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E os pneus, vem com o logo da Bridgestone pronto, a minha Lotus 102B, por exemplo, era um decal a se aplicar também. Isso facilitou, mas preciso ver como simular o desgaste no logo:

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Coisas que eu tenho que pensar até o dia da montagem:

- Se vou mesmo pedir os decais Marlboro;

- Se vou usar algum kit de PE para dar mais realismo e onde comprar ele;

- Se vou tapar com massa um chanfro no cockpit que não tem no carro real;

- Como vou trabalhar o bico do carro que vem em duas partes e preciso deixar perfeito;

- Se compro tinta cromo para o motor e escapamento, é uma tinta cara e não sei se vou saber aplicar direito.

Enfim, esse vai ficando pois tem muita coisa a matutar ainda. E isso que não apresentei para vocês as caixas da Ferrari F310B que tenho e da McLaren Mp4/13 que devo comprar na sequência. E da Ferrari F60 (isso mesmo) que segundo o mestre Marcelo Teles (olhem o blog dele ali no meu blogroll) chega em novembro.

Até mais pessoal;

RodrigoBM

Publicado por: rodrigobmpoa | 9 09UTC outubro 09UTC 2009

Messerschmitt Bf 109 G-14 – Academy 1:48

Olá

Aproveitei uma das consultas médicas que eu tinha e ontem comprei finalmente meu Bf 109 G-14 em 1:48, pois a loja fica a meia quadra do consultório. Novamente me pego comprando Academy, os motivos acho que já comentei no post do Mustang, caso não esteja enganado.

A versão G-14 desse aparelho, me parece ser a última da série G (Gustav) e trata-se, assim como todos os Bf’s, de um lindo avião.

Eis a caixa:

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Vem bastante coisa na caixa e como de costume um bom manual e folha com duas versões de camuflagem,incluindo uma da força aérea Italiana (Aeronautica Nacionale Repubblicana), replicando o aparelho 1 da 5ª Squadriglia, 2º Gruppo Caccia, utilizado em março de 1945 em Osoppo, Itália:

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Folha de decais razoável e a segunda versão de camuflagem, essa replicando o aparelho de um oficial alemão do JG3 chamado Alfred Michael e que foi utilizado em Halstoff, França em janeiro de 1945 (vou pesquisar mais), pois acho que vou montar essa versão:

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Árvores (sprues)de peças de muito bom aspecto, boa injeção plástica, pouquissimas rebasrbas ou “flashes” como se diz hoje (eu sempre repito isso):

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Esse kit tem uma particularidade: A cauda dele me parece ser da série E, então vem uma cauda de um série G para trocar, o que dificulta um pouquinho a empreitada. Mas nada de outro mundo não.

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E surpresa, vem com cola. No início dos anos 90 os Academy vinham com cola, depois não mais:

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Resumindo, ele não é tão bom quanto m Tamiya ou Trumpeter, mas está valendo.

Em breve, na linha de montagem aqui de casa.

RodrigoBM

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